[thumb:457:l]Acabei de voltar de uma viagem de 10 dias à Inglaterra, dos quais 5 passados em Londres. Dediquei meus dias a um ensaio fotográfico sobre os mercados de rua londrinos, que devo publicar em breve em meu fotolog e se ficar legal, pode ser que vire exposição… mas isto é outro assunto…
Para preencher minha agenda noturna, pesquisei, entre um pint e outro (copão com 568ml de cerveja “quase” gelada), onde poderia assistir a shows de Blues. Encontrei o site http://www.bluesinlondon.com/ e constatei minhas primeiras impressões: o cenário não é tão grande como pensei, algo um pouco maior que São Paulo, com meia dúzia de casas com Blues na programação, mas apenas uma 100% dedicada inteiramente ao gênero.
Esta era a Ain’t Nothing But… Blues Pub, por sorte minha, também a mais fácil de chegar – no meio do Soho, a apenas duas quadras do metrô Oxford Circus – muito central mesmo!!
Resultado: “bati cartão” no Ain’t Nothing praticamente todos os dias, com direito a cantar umas músicas com a banda da casa, sair do bar “daquele jeito” todos os dias e receber convite para montar banda…
Aliás, no primeiro dia, esqueci que o metrô fechava à meia noite e enchi a lata literalmente (7 Pints), tendo que andar uns 5km em zigue zague no frio às 3h30 da manhã – verdadeiro desafio de equilíbrio e resistência!!
Bom, o Ain’t Nothing tem shows de segunda a segunda, sendo que, aos sábados e domingos, o bar abre à tarde e fecha no último cliente (como eu, por exemplo…). Assisti a alguns bons shows, mas para minha grata surpresa, os músicos de lá estão praticamente no nível dos bons músicos daqui, com duas ótimas ressalvas:
- A cantora Corrina Greyson, que para mim é a maior “Aretha Franklin” branca que já vi – fiquei pasmo!!
- O gaitista Everson “Mano Blues”, que fui descobrir meio sem querer que é brasileiro, radicado há alguns anos em Londres e que faz bastante sucesso na cena blueseira londrina. Foi meu companheiro de copo e de palco!!
O domingo é o dia de Jam Session dos músicos da casa, tudo muitíssimo organizado, como não podia deixar de ser, com direito a controle eletrônico de volume e ordem de apresentação dos músicos controlada rigorosamente. Outra coisa legal (pelo menos para mim) é que desde julho desde ano, ninguem pode fumar em recinto fechado – faz muuuiita diferença!!! Tomei coragem e subi para fazer uns Muddy Waters tupiniquins… no começo fiquei esperto com pronúncia e tal, mas alguns Pints depois desencanei e curti a vibe. Fui bastante aplaudido (dei sorte também de ser o único (só) cantor da noite) e o baterista, que estava montando uma banda nova, me perguntou se eu não podia ensaiar com eles na outra semana… Eu disse: “Sorry man, I’ll be too far away…”
Thank you for the lovely compliment. Hope to sing for you again some time.
All the very best
Corrina